Empresas calçadistas apostam na Francal como catalisadora de negócios e divulgadora de novas marcas

FERNANDA SCHIMIDT

Da Redação

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    Francal reúne mil expositores em SP com lançamentos para o verão; na foto, sapato de Luiza Barcelos

    Francal reúne mil expositores em SP com lançamentos para o verão; na foto, sapato de Luiza Barcelos

Principal feira calçadista para as temporadas de verão no país, a Francal, que ocupa o pavilhão de exposições da Bienal de terça (1º) até esta sexta-feira, funciona como uma grande vitrine para os mais de mil expositores, entre pequenas e grandes marcas de norte a sul do Brasil, que apresentam seus produtos e tendências para a próxima estação.

"Após 40 anos de feira, nossa missão continua a mesma: promover, divulgar e dar oportunidade de negócios para o setor calçadista", disse o presidente da Francal, Abdalla Jamil Abdalla. No entanto, ele prefere não dar estimativas de transações geradas ao encerramento do evento: "Não tem como falar em dados. Tudo o que é alavancado dentro da Francal vai abastecer as vitrines do Brasil de agosto a março".

É na feira que profissionais, atraídos por números expressivos, como a presença esperada de 50 mil visitantes, apostam suas fichas para iniciar negócios, manter a fidelidade de revendedores e, principalmente, reafirmar ou posicionar suas marcas no mercado.

"É um investimento que acaba sendo recuperado, pois a feira tem divulgação e prestígio dentro do setor", afirmou Alexandre Birman, vice-presidente da Arezzo S.A., empresa que engloba as marcas Arezzo, Schutz e Alexandre Birman, e espera sair do evento com 600 novos clientes.

Grifes mais populares, como a Via Marte, que vende 40 mil pares de calçados por dia, também vêem boas oportunidades na feira. Apesar de criar burburinho entre lojistas locais e curiosos, com uma aparição da atriz Débora Secco em seu estande, o foco da marca está nos compradores internacionais, segundo o diretor comercial Daniel Gewehr, que citou as américas do Sul e Central como principais destinos de seus produtos no exterior.

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Entre as apostas da grife Vizzano para a próxima estação estão os sapatos em cores fortes


Dentre os cerca de 3 mil importadores, de 100 países, esperados na feira, estava o jordaniano Mohamed Abdul Aziz, que distribui produtos para Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Palestina, Espanha e Portugal. Para ele, "o Brasil é reconhecido como grande produtor de calçados, com boa qualidade e variedade de design". Freqüentador assíduo da Francal e de sua equivalente para a temporada de inverno, a Couro Moda, Aziz vai à feira já com o intuito de fechar negócios. "Há marcas que você sabe que terão boas opções e possibilidades de negócios", afirmou ele, fã de Azaléia, Dakota e Democrata.

Já grifes que estão em suas primeiras participações na feira apostam em investimentos menores e mais pontuais, como é o caso da Capodarte e da Corso Como. "Nosso objetivo aqui é mostrar o conceito da loja, fazer prospecção de clientes e posicionar a marca", explicou Fernanda Biz, gerente comercial da Capodarte. Carlos Kray, presidente da Corso Como, marca que vende em 780 lojas de departamento nos EUA, mas ainda conta com apenas um espaço no Brasil, concorda: "Queremos ser criteriosos em onde posicionar a marca, apresentar a loja e proporcionar outros negócios. Nosso objetivo é estar em 50 pontos multimarca até o fim do ano".

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