Jóias buscam passado com peças fortes e de estilos variados

FERNANDA SCHIMIDT

Da Redação

  • Montagem/UOL

    Pulseira do designer Fabrizio Giannone (R$ 504) e pendente da H. Stern (R$ 20.080)

    Pulseira do designer Fabrizio Giannone (R$ 504) e pendente da H. Stern (R$ 20.080)

A cada nova estação, buscam-se as tendências que ajudarão a moldar a moda nos meses seguintes. No mercado de jóias, este fio condutor não é tão delimitado, dando mais liberdade para seus criadores e consumidores.

"Dentro da joalheria, eu não acredito em tendências, o trabalho acaba sendo desenvolvido por tudo o que acontece. Os criadores captam sensações, como nas artes plásticas, e criam a partir dos desejos", explicou a designer de jóias e consultora de moda Jussara Romão.

Apesar desta liberdade criativa, há atualmente uma predileção por peças que remetam ao passado, com o retorno das jóias de famílias de ares clássicos, aristocráticos, mesmo que tenham sido recém-lançadas. Jussara acredita que isso ocorre pela época vivida. "Estamos em um momento difícil, não só pela crise na bolsa. Percebe-se que vai haver falta. Falta de água, de bons lugares para viver. As pessoas estão mais em casa, voltadas para a família", disse.

Neste clima, aparece também uma maior valorização das peças únicas. Os modelos e materiais, no entanto, são os mais variados possíveis. A prata, o ouro amarelo, branco e até rosado, tudo vale na busca pela exclusividade do look, desde que sejam jóias ou semijóias com personalidade.

O ideal é apostar em um objeto mais marcante, seja um anel, brinco ou colar, e manter os demais acessórios mais discretos, evitando excessos e poluição visual. "No dia-a-dia, acredito em uma peça exagerada, para que seja o centro das atenções", opinou a designer e consultora.

Veja, no álbum de fotos, um guia de compras com sugestões de peças.

UOL Cursos Online

Todos os cursos