Festa do Boi-Bumbá inspira disputa de coleções em passarela dividida da Cavalera

CAROLINA VASONE
Do prédio da Bienal


Uma passarela dividida ao meio. Um lado vermelho, outro azul. Na boca de cena, o símbolo da Cavalera pendurado com cada metade pintada da cor inversa do lado em que estava, para sinalizar que a disputa era "café-com-leite" entre as coleções da mesma grife. E foi assim, inspirada pelas cores e pela rivalidade espetacular da tradicional festa do Boi-Bumbá, em Parintins (na Amazônia), que a Cavalera encerrou o terceiro dia de desfiles no São Paulo Fashion Week.



FOTOS: Veja os looks mostrados pela Cavalera no SPFW

VÍDEO: Assista ao desfile da grife para o Inverno 2009



Alexandre Schneider/UOL

Alexandre Schneider/UOL

Estampas remetiam a imagens inspiradas na festa amazônica do Boi-Bumbá





Na festa que acontece durante três dias no coração da floresta amazônica a cada mês de junho, o espetáculo é apoteótico e impressionante, dizem os que já estiveram lá para contar. Na passarela, a versão fashion, a disputa entre os bois rivais Caprichoso (representado pelas cores azul e branca) e Garantido (vermelha e branca) se transformou num streetwear bem usável, com destaque para as jaquetas que, cheias de graça, com modelagens variadas, enfeitam bem qualquer look. As masculinas merecem atenção especial, como a jaqueta perfecto em jeans fininho e a xadreza em tons de azul.



Os homens ganham, nesta coleção, boas peças que vão da calça de veludo num bonito tom de azul às jaquetas e camisas com detalhes como golas de padronagem diferente. Os jeans, tanto no feminino quanto no masculino (mas principalmente no masculino, também por aparecerem mais) abrem o desfile e devem fazer bonito fora das passarelas, vestidos no público jovem que procura exatamente o jeans, representante da maior parte das vendas da grife.



Para as mulheres, além das jaquetas e paletozinhos, shorts, saias, tudo mais ajustado e curto, finalizando com os vestidos de cetim de seda com estampas relacionadas à festa do boi, como a cara do próprio boi e de índios.



Na cartela de cores, o azul de um lado e o preto e o vermelho do outro (houve uma pequena subversão das cores oficiais dos dois bois). A estampa de onça, amarela, aparece em poucos looks.



Como em Parintins, há sempre um vencedor na disputa: a coleção azul se saiu melhor, mais leve e harmônica. Já a vermelha, com rendas perigosas, xadrezes mais pesados em preto e vermelho (e também mais óbvios) e peças em couro acabou menos feliz, embora também tenha tido bons momentos, como os dos vestidos listrados de bandeira

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