Maria Bonita se inspira em circo e desfila festival de macacões

CAROLINA VASONE
Do prédio da Bienal

"Nada do que realizei se encontra à altura do que há por fazer". O trecho do poema de Antonio Cícero, reproduzido no texto para a imprensa sobre a coleção da Maria Bonita, mostra um pouco da intenção da marca de renovar-se a cada estação, sem perder sua identidade.



FOTOS: Veja imagens do desfile



Alexandre Schneider/UOL

Alexandre Schneider/UOL

Marca trouxe estampas geométricas em patchworks





Bem diferente do verão (que causou comoção entre os fashionistas), o desfile de inverno da grife conhecida por sua elegância contemporânea, cool, em busca de modelagens inteligentes, trouxe inspiração circense, dos circos de antigamente, num bonito mas menos impactante resultado. Da estação passada ficam as calças mais curtas ("cropped"), as formas ovaladas. Os macacões se impõem como a base da coleção, em várias versões. A brincadeira de desconstruir peças de alfaiataria é vista tanto nos maxipaletós quanto nos próprios macacões, como o cinza com busto de cós de calça social. Destaque para o casaqueto com frente de casaca e costas com volume de tecido repuxado. As calças têm cavalo baixo, com destaque para a saruel com detalhes de alfaiataria também deslocados. As bermudas ganham elástico logo acima do joelho e são boas opções de compra.



A estamparia é feita, na maior parte do tempo, de patchworks geométricos, entre quadrados e triângulos ou listras que, em tecidos diferentes, dão brilho e textura que variam numa mesma peça, de maneira bem delicada. As listras aparecem também apenas como estampa, nos tops justos de alça grossa, como as camisetas sem manga brancas usadas na roupa de baixo dos domadores de leões.



Na cartela de cores, cinza com rosa clarinho, marinho com rosa, cinza e tom de pele. Nos pés, bonitas versões de mocassins com saltinho, em cores diferentes.

UOL Cursos Online

Todos os cursos