Animale faz um desfile arrojado de formas orgânicas inspirado na selva

MARIANA ROCHA

Do prédio da Bienal

"É muito empolgante ver uma marca grande como a Animale proporcionar estrutura para os jovens talentos desenvolverem seus trabalhos criativos!" Foi com esta exclamação e com muita alegria que Emília Duncan, a criadora do figurino de "Caminho da Índias", recebeu o desfile Verão 2009/10 da Animale.

E realmente o desfile foi empolgante. Com modelagens experimentais, a coleção propôs uma "mulher planta" que se mimetizava com a natureza.

Um pouco de maçã, um pouco de serpente, a personagem do desfile tinha algo de encantador e perverso, uma energia próxima das forças da floresta.

Essencialmente assimétrica, construída a partir de pregas e recortes, a coleção impressionou principalmente pelo trabalho desenvolvido com os materiais: sedas e algodões bem finos resinados, que davam o efeito de empapelados.

O couro, especialidade da marca, também foi destaque no desfile, com efeitos de vazados diversos, formando telas e imitando a renda da meia arrastão. Já o tricô era tecido com fios de metal, dando uma flexibilidade estável para esta matéria.

As formas curvas eram criadas a partir de estruturas internas rígidas muito interessantes e em certos momentos resultavam coletes renovados.

Com uma cartela de verdes, marrons e castanhos, a competente equipe da Animale está dando uma lição que empresários, criadores e políticos do Brasil deveriam aprender: proporcionar recursos e estrutura para que o jovem talento possa dar retorno em divisas para o país, como acredita a criativa, inteligente e elegante Emília Duncan, que acima de tudo, confia no país.

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