Animale reúne poder da mulher, da moda e das máquinas para o Inverno 2010

CAROLINA VASONE

Do prédio da Bienal

A Animale encerrou o quarto dia de desfiles com muito poder. Reuniu, em uma coleção, o poder da mulher, da moda e das máquinas.

  • Alexandre Schneider/ UOL

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Em cenário de engrenagens gigantes que rodavam na boca de cena da passarela, a marca carioca, com a talentosa Priscila Daroldt na equipe de estilo, apostou na silhueta ajustada, muito sexy, em conjuntos de shorts com paletós, em vestidos com decotes vertiginosos nas costas, recortes que mostravam pedaços de pele. Em contrapartida, a modelagem dava às roupas um quê de espírito industrial, em alguns momentos de armadura, até, como a do casaco bordô que só tinha a frente, completado nas costas por um vestido do mesmo tom.

 

Os espinhos apareceram nos ombros dos paletós, vestidos e casacos, dando agressividade às peças. A lã, principal material da coleção, aparece com aspecto desgastado, em cartela de cores sofisticada, com destaque para o intenso bordô. As outras cores são o vermelho alaranjado, o rosa, e os tons amarronzados acinzentados. Uma única estampa, de engrenagens, é suficiente para a coleção, que usa os recortes no corpo dos vestidos e as assimetrias em golas e barras para compor o desenho da roupa.

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