"O que falta na moda brasileira é acabamento", diz editor da L'Officiel Paris

CAROLINA VASONE e FERNANDA SCHIMIDT

Do prédio da Bienal

Um dos editores da “L'Officiel Paris”, publicação de moda entre as mais importantes do mundo, Ronald Bellugeon assiste aos desfiles do São Paulo Fashion Week pela terceira vez nesta edição para o Inverno 2010 brasileiro. De 2003, quando veio pela primeira vez, para cá, acredita que a moda feita no país melhorou. E que algumas marcas, inclusive, poderiam participar da semana de Paris. “Gostei de Alexandre Herchcovitch, Rosa Chá e Maria Bonita. O desfile de Gloria Coelho é muito bom, mas tem menos peças para o dia-a-dia. Ela poderia desfilar na alta costura”, afirma.

  • Alexandre Schneider/ UOL

    Ronald Bellugeon, editor da L´Officiel Paris comenta a moda brasileira , no SPFW

Algumas marcas queridinhas da moda brasileira, como Osklen e Huis Clos, não impressionaram o francês. “Quem vestiria estas roupas?” se perguntou, no caso da Osklen. Em relação a Huis Clos, diz ter gostado mais do início do que do final da coleção.

 

Outra marca comentada pelo editor foi a Samuel Cirnansck. Para Bellugeon, a coleção remete ao estilo de Viktor&Rolf.

 

Sobre o assunto tabu da moda brasileira – a cópia de marcas internacionais – o francês afirma não ter encontrado plagiadores nas passarelas daqui. “Não é imitação, mas inspiração. Esta inspiração às vezes é forte demais, mas se o estilista está fazendo algo bom, com caimento e cores interessantes, é o que vale”, diz.

 

Perguntado sobre o que falta para a moda brasileira ser competitiva internacionalmente, Bellugeon faz um elogio e uma crítica. “Estamos no mesmo mundo [em termos de criatividade]. O problema [das roupas brasileiras] é o acabamento.”
 

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